Na ARCOlisboa 2026, a Portas Vilaseca participa da seção Arquipélago de Histórias da Arte, com curadoria de Cosmin Costinas. Reunindo seis artistas de diferentes geografias e tradições, a seção propõe uma reflexão sobre práticas artísticas que operam a partir de formas herdadas, entendidas como portadoras de memória, conhecimento e resistência cultural.
No stand I05, a galeria apresenta obras da artista brasileira Nádia Taquary, que integram suas celebradas séries Dinkas Orixás e Orikis. O conjunto reúne esculturas e formas simbólicas inspiradas na cosmologia iorubá, na ancestralidade e na potência espiritual do feminino negro.
Em Dinkas Orixás, Taquary homenageia as Yabás, grandes mães e divindades femininas, guardiãs da criação, da fertilidade e da gestação. As obras evidenciam a força ancestral feminina como potência fundadora, articulando escultura, simbolismo e memória ritual.
Já a série Orikis parte dos conceitos iorubás de Ori (“cabeça”) e Ki (“saudação”), evocando a ideia de “saudar a cabeça” como gesto de reverência ancestral e invocação espiritual. A noção de Ori como consciência interior orientadora transforma-se, na prática da artista, em uma forma de honrar saberes, memórias e epistemologias herdadas das tradições da diáspora africana.
Segundo a proposta curatorial da seção, o conceito de “arquipélago” surge como metáfora para histórias da arte plurais e interligadas, compostas por formações distintas, mas conectadas por fluxos históricos, políticos e espirituais. Nesse contexto, a obra de Taquary dialoga com artistas como Josep Grau-Garriga, Irene Chou, Tsherin Sherpa, Citra Sasmita e Gabriel Chaile, cujas práticas revisitam heranças culturais frequentemente marginalizadas por processos coloniais e perspectivas eurocêntricas.
Esperamos a sua visita na Cordoaria Nacional, em Lisboa, de 28 a 31 de maio.
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Portas Vilaseca na ARCOlisboa 2026
Seção: “Arquipélago de Histórias da Arte” – Stand I05
Curadoria: Cosmin Costinas
Local: Cordoaria Nacional, Lisboa, Portugal
Período: 28 – 31.05.2026
