Manto Inzila reúne matéria, gesto e tempo como um espaço de passagem. Feito com fragmentos, amarrações e peso, o trabalho se organiza como um corpo em movimento, onde a forma não é fixa, mas está sempre mudando. A superfície densa concentra ritual e transformação, aproximando terra e fogo como momentos de passagem.
Inzila, palavra de origem bantu, está ligada à ideia de caminho. O manto se apresenta como um lugar ativo, onde diferentes forças se encontram e se reorganizam. A queda aqui não é um fim, mas parte do movimento.
Dentro da pesquisa do artista, o trabalho coloca em relação corpo, matéria e espiritualidade, a partir de gestos manuais como costura, amarração e repetição. Cada gesto cria um ritmo que aproxima o fazer de um rito, fazendo com que a obra exista como presença em constante transformação.